O caminho de seguimento do Cristo Pobre, Clara se percebe sempre mais dependente do Pai das misericórdias, vê-se miserável, carente de bens (espirituais), uma contínua recebedora dos seus dons e dádivas, a começar pela graça da sua vocação.
O reconhecimento dessa pobreza leva Santa Clara à sua manifestação exterior, a evidencia nas vestes, na alimentação e no modo de trabalhar. Deseja que esta seja a "marca" de sua vida e de sua família religiosa. Para isso vai em busca do apoio da Igreja.
Sua entrega é voluntária, não é algo exigido, feito para satisfazer a vontade de outrem, e muitos consideram sua opção como radical e imprudente, mas Clara abraça a pobreza como parte de seu carisma, num ato de amor ao Pai. E tal confiança deixa expressa em seu Testamento:
"Para maior segurança, tive a preocupação de conseguir do senhor papa Inocêncio, em cujo tempo começamos, e dos seus sucessores, que corroborassem com os seus privilégios a nossa profissão da santíssima pobreza, que prometemos ao Senhor e ao nosso bem-aventurado pai, para que em tempo algum nos afastássemos dela de maneira alguma".
Página em construção!

0 Comentários